Livro ‘Direitos fundamentais das pessoas em situação de rua’, patrocinado pela Universidade de Itaúna, recebe Prêmio Jabuti 2015 como o melhor livro de direito

Cerimônia de premiação ocorreu na última quinta-feira (03.12.2105), em São Paulo

O livro Direitos fundamentais das pessoas em situação de rua, lançado em 2014, ficou em primeiro lugar na categoria Direito do Prêmio Jabuti. A premiação ocorreu nesta quinta-feira, 3 de dezembro, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. A obra foi organizada pelos Professores da Universidade de Itaúna Ada Pellegrini Grinover, Gregório Assagra de Almeida, Miracy Gustin e os Promotores de Justiça do Ministério Público do Estdo de Minas Gerais Paulo César Vicente de Lima e Rodrigo Iennaco.
A obra aborda as múltiplas dimensões dos direitos fundamentais das pessoas em situação de rua, mantendo-se em sintonia com o princípio da transformação, consagrado nos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil constantes no artigo 3º da Constituição.

Segundo O promotor de justiça Paulo César, coordenador da Cimos, “a obra caracteriza-se como importante instrumento para conhecimento desse fenômeno social complexo e busca dar efetividade aos direitos fundamentais das pessoas em situação de rua”.

A obra, publicada pela editora D'Plácido, contou ainda, o texto de capa foi escrito pelo Magnífico Reitor da Universidade de Itaúna, Professor Faiçal David Freire Chequer e apresentação do livro pelo Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Jarbas Soareas Júnior, contando, também, com a colaboração de cerca de 70 coautores de todo o Brasil, entre eles os Professores da Universidade de Itaúna Carla Volpini, Eloy Lemos Pereira Júnior, Flávia Vigatti Coelho de Almeida e Francys Gomes Freitas.



Para Professor e Promotor de Justiça Gregório Assagra de Almeida, o prêmio é uma espécie de coroamento de um esforço coletivo em prol de uma causa tão urgente. “Estamos todos muito felizes com a importante honraria, mas cientes dos desafios de contribuir para a eficácia dos direitos de pessoas tão vulneráveis”, disse.

“Trata-se de uma obra coletiva importante, construída com a colaboração de muitos e que já vem cumprindo um papel social relevantíssimo. Tornou-se referência nacional acerca do tema das pessoas em situação de rua, que se encontram expostas a um grau de vulnerabilidade social inaceitável. Um dos principais problemas acerca do fenômeno é o preconceito, em razão do conhecimento raso sobre a temática. Quem quiser conhecer com mais profundidade o tema, agora tem um caminho a trilhar”, afirma o coordenador da Cimos.

Este ano, o prêmio contou com 2.573 trabalhos inscritos nas 27 categorias.

 

“Criado em 1958, o Jabuti é o mais tradicional prêmio do livro no Brasil.

O maior diferencial em relação a outros prêmios de literatura é a sua abrangência: Além de valorizar escritores o prêmio destaca a qualidade do trabalho de todas as áreas envolvidas na criação e produção de um livro.

O Jabuti 2015 contempla 27 categorias. Anualmente, editoras dos mais diversos segmentos e escritores independentes de todo o Brasil inscrevem milhares de obras em busca da tão cobiçada estatueta e do reconhecimento que ela proporciona. Receber o Jabuti é um desejo acalentado por todos aqueles que têm o livro como seu ideal de vida.

É uma distinção que dá ao seu ganhador muito mais do que uma recompensa financeira. Ganhar o Jabuti representa dar à obra vencedora o lastro da comunidade intelectual brasileira, significa ser admitido em uma seleção de notáveis da literatura nacional.  http://premiojabuti.com.br/